quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Atraso na aprovação de licenças adia obras da ferrovia Norte-Sul


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Anteriormente previstas para acontecerem neste mês de novembro, a aprovação das licenças prévias para o início das obras de prolongamento das ferrovias Norte-Sul, entre Anápolis e Estrela do Oeste, e da Ferrovia da Integração Bahia-Oeste, na Bahia, só deve sair no início de 2010. “A expectativa é de que essas licenças sejam aprovadas até fevereiro e, sendo assim, faremos imediatamente a execução da obra dessas duas ferrovias”, declarou Paulo Passos, secretário executivo do Ministério dos Transportes.
Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Ferrovia da Integração Bahia-Oeste (também conhecida como Ferrovia 334) ligará os municípios de Ilhéus a Barreiras, no oeste da Bahia, além de ser o ponto de ligação com a Norte-Sul em Tocantins, percorrendo 1,5 mil quilômetros. O investimento previsto para a construção da ferrovia está estimado em R$ 6 bilhões até 2012. A estatal Valec é a responsável pela operação.
De acordo com informações da Valec, a intenção é formar um corredor de transporte que otimize a operação do Porto de Ponta da Tulha e ofereça uma alternativa de logística para portos no norte do País atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.
O governo também deve divulgar no início do ano estudos que definirão novos investimentos na ferrovia Transnordestina. “Estes investimentos significarão oferecer linhas ferroviárias capazes de deslocar grandes fluxos, grandes massas, grandes tonelagens de insumos e produtos, seja para atender internamente as necessidades do País, seja para transportar aos principais portos, para exportação”, comentou. Uma das últimas concessões no setor foi vencida pela Vale, para exploração do trecho Açailândia e Palmas, da Norte-Sul. O aporte foi de R$ 1,4 bilhão.
Segundo o secretário, existem dois estudos em andamento, feitos por universidades federais de Santa Catarina e Juiz de Fora, para avaliar a viabilidade de linhas ferroviárias entre Londrina e Maringá (PR) e Caxias do Sul e Bento Gonçalves (RS), de transporte regional de passageiros e turismo. Cada estudo irá custar R$ 500 mil. “Comprovada a viabilidade dos estudos, os projetos poderão ser operados pela iniciativa privada, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social.”


Fonte:
DCI
3/11/2009


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