quinta-feira, 3 de junho de 2010

Voc√™ tem o costume de dizer “amanh√£ eu fa√ßo”?









Veja as implica√ß√Ķes das pessoas que sempre deixam as tarefas para a √ļltima hora ou para o dia seguinte.




Adiar a realização de uma tarefa é algo comum na vida das pessoas, para exemplificar esta questão basta responder a uma pergunta simples: quem nunca adiou o preenchimento da declaração de imposto de renda?

Embora pareça um traço da nossa cultura, deixar para amanhã não é uma exclusividade dos brasileiros, mas sim uma característica do ser humano que pode ser potencializada ou atenuada por fatores culturais e/ou educacionais.

Poucas pessoas podem dizer que nunca deixaram para depois alguma tarefa particularmente onerosa, seja física ou psíquica, mesmo tendo tempo de sobra para realizá-la.

Procrastina√ß√£o √© o adiamento de uma a√ß√£o. √Č o deixar para outro dia ou para um tempo futuro. Os motivos desse adiamento podem ser justificados de diversas formas, como medo do fracasso, mentalidade autodestrutiva, perfeccionismo, etc. At√© certo ponto, procrastinar pode ser considerado normal, mas exige uma aten√ß√£o especial quando se torna cr√īnico, pois pode ser sinal de alguma desordem psicol√≥gica ou fisiol√≥gica.

Existem dois tipos de procrastinadores, os relaxados e os tensos.

No grupo dos relaxados a questão é vista como uma situação que causaria desprazer. O indivíduo, diante da necessidade de realizar uma tarefa no momento em que esta é exigida, busca atividades mais prazerosas. Na pratica, acaba deixando de lado tarefas importantes para buscar um prazer (muitas vezes fugaz) para tentar fugir da realidade.

Quanto ao grupo dos tensos a procrastina√ß√£o surge como uma ferramenta de relaxamento, por√©m pouco eficaz. Por regra, frente a uma atividade percebida como geradora de press√£o, releva sua import√Ęncia e adia sua realiza√ß√£o e, conseq√ľentemente, seu peso para o dia seguinte.

A compreens√£o b√°sica (ou desculpa) por tr√°s da din√Ęmica √© que adiando a realiza√ß√£o √© poss√≠vel descansar e no dia seguinte estar mais relaxado e disposto para enfrentar o desafio. Acontece que no dia seguinte a hist√≥ria se repete deixando o prazo da conclus√£o da atividade cada vez mais curto. O circulo vicioso que se forma aumenta o estresse al√©m dos sentimentos de ansiedade e frustra√ß√£o.

Estabelecido o ciclo, o que se encontra é uma sucessão de atrasos, perdas de prazos e fracassos, enquanto desejos, objetivos e até mesmo sonhos pessoais são deixados de lado, amontoados em uma pilha sob a etiqueta "amanhã eu faço".


Imaginar a quantidade de atividades e atitudes que acabamos deixando para amanhã durante os anos da nossa existência, dá uma noção do prejuízo que acumulamos.

Apenas para refletir melhor sobre a dimensão que o procrastinar pode adquirir, quando deixamos de olhar apenas para as tarefas e nos voltamos às pessoas, podemos também contabilizar o que deixamos de oferecer.

Por fim é preciso deixar claro que não é sensato confundir procrastinação (o adiar da realização) com preguiça. Esta pode ser interpretada também como aversão ao trabalho, negligência, indolência, morosidade, lentidão ou moleza. Um conceito bem diferente.

Mas nem tudo está perdido. Compreender melhor como reagimos aos desafios e, principalmente, agir de uma forma diferente quando eles se apresentam pode fazer a diferença.

Este simples texto começou a ser escrito a cerca de três semanas e concluído em menos de uma hora, quando percebemos que não havia absolutamente nada de desagradável em escrevê-lo. Realmente não faz sentido adiar uma tarefa, um abraço, uma desculpa ou um simples "eu te amo".


fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/voce-tem-o-costume-de-dizer-amanha-eu-faco/33942/

31 de maio de 2010, às 00h11min

http://nucleopsicologia.blogspot.com/



Pedro H. G. Lima

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