terça-feira, 3 de março de 2009

SEGURADORA DOS EUA TEM PERDA RECORDE


tem prejuízo de US$ 61,7 bi e receberá mais US$ 30 bi

S√ČRGIO D√ĀVILA

DE WASHINGTON

No dia em que a AIG (American International Group) anunciou preju√≠zo de US$ 61,7 bilh√Ķes no √ļltimo trimestre de 2008, o maior registrado por uma empresa na hist√≥ria dos Estados Unidos, e que o governo de Barack Obama confirmou que despejar√° mais US$ 30 bilh√Ķes na seguradora, a Casa Branca deixou a porta aberta para futuras inje√ß√Ķes de capital.
Segundo o porta-voz do governo obamista, Robert Gibbs, eles est√£o "dispostos a considerar a possibilidade de que mais dinheiro seja necess√°rio". Sem contar os US$ 30 bilh√Ķes de ontem, a gigante de seguros estatizada em setembro j√° levou US$ 150 bilh√Ķes de dinheiro p√ļblico, ou tr√™s vezes o total que o governo Obama pretende gastar em diplomacia no mundo inteiro no ano que vem.
O novo aporte chega depois da publica√ß√£o do preju√≠zo recorde trimestral -US$ 460 mil perdidos por minuto-, o quarto seguido num ano em que a empresa perdeu US$ 99,3 bilh√Ķes. "A a√ß√£o de hoje [ontem] continua a permitir o processo de reajustar a empresa de maneira ordenada", disse Gibbs. "O Departamento do Tesouro e outros sentiram que o risco sist√™mico de n√£o fazer nada era simplesmente inaceit√°vel."
A ajuda ocorre dias depois de inje√ß√£o semelhante no Citibank e √© mais uma entre diversas a√ß√Ķes do tipo em diversos setores, sempre com valores superlativos. Refor√ßa a apreens√£o de analistas sobre se as iniciativas estatizantes detonadas pelo governo de George W. Bush e seguidas pelo de Barack Obama at√© agora dar√£o conta de reverter o derretimento do mercado financeiro.
Pelas rea√ß√Ķes do mercado ontem, h√° d√ļvidas. O √≠ndice Dow Jones da Bolsa de Nova York rompeu o piso de 7.000 pontos pela primeira vez desde abril de 1997, fechando em 6.763,29 pontos. O resultado teve como pano de fundo um coro cr√≠tico crescente ao jovem governo, engrossado pela repercuss√£o da tradicional carta p√ļblica anual do megaempres√°rio Warren Buffett.
Nela, o homem mais rico do mundo segundo a "Forbes" diz, entre outras coisas, que hoje em dia √© mais f√°cil um banco arruinado e em sobrevida apenas por conta de inje√ß√Ķes de dinheiro p√ļblico ter acesso a cr√©dito do que empresas s√≥lidas e com boa avalia√ß√£o. "N√£o vou discutir economia com Buffett", disse Gibbs, "mas √© importante entender que estamos tentando fazer as coisas de uma maneira diferente da que vinha sendo feita at√© agora."
Segundo o "Washington Post" de ontem, crescem no pr√≥prio governo d√ļvidas sobre a capacidade de os dois comandantes da equipe econ√īmica de Obama (o secret√°rio do Tesouro, Timothy Geithner, e o economista-chefe da Casa Branca, Lawrence Summers) de lidar efetivamente com tantos problemas ao mesmo tempo.
Segundo os relatos, a falta de clareza quanto √†s inten√ß√Ķes do governo nos resgates financeiros preocupa o mercado. Os dois dizem que a falta de detalhes √© proposital e estrat√©gica.

0 coment√°rios:

Postar um coment√°rio